Não foi fácil deixar pra trás anos de amizade. Largar um passado e um presente, pra tentar outro futuro. Não foi fácil renunciar a convivência com cada uma de vocês. Hoje ainda não é. Surgiram novas amizades, mas o espaço de vocês não foi substituído, ele continua aqui. É como se a cada nova pessoa que entrasse, o meu coração falasse “esse espaço essa pessoa não ocupa, ele é das breteiras!” As inseparáveis, aquelas que eu ainda amo. E amo muito. Aquelas que sempre tiveram inúmeras diferenças, mas a amizade sempre falou mais falto. Cada uma com seu jeito especial: A nega sempre tinha as idéias mais loucas; a Pri era a que me levava para o mau caminho; a Paula era a emo que vivia apaixonada; a Baby, nossa caçula, era influenciada pelas nossas loucuras e a Nairsan sempre foi a mais controlada e responsável. São as parceiras de crime, com muitas historias pra contar. Sem segredos, sem mentiras.
Já se passaram alguns anos. Mas essas amizades ainda são bem vivas em mim. Hoje sei o quanto foram e são verdadeiras, pois com tantos empecilhos ainda permanecem. Sinto muito a falta de cada uma de vocês. Às vezes dói pensar em tudo o que perco por não estar ai: os aniversários, um emprego novo, a aprovação no vestibular...
Mas ainda continuo aqui... com esse amor dentro de mim, com essa saudade que ainda machuca, sem perder a esperança do reencontro!



