"Não pense que eu escrevo aqui o meu mais íntimo segredo, pois há segredos que eu não conto nem a mim mesma." CLARICE LISPECTOR

quarta-feira, janeiro 25

E a sua flor era única no mundo...

   O pequeno príncipe foi rever as rosas:

_ Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
_ Sois belas, mas vazias – continuou ele. – Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela quem eu reguei. Foi ela quem pus sob a redoma. Foi ela quem abriguei com o pára-vento. Foi nela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas) Foi ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. Já que ela é a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:
_ Adeus… – disse ele.
_ Adeus – disse a raposa. – Eis meu segredo. É muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisivel aos olhos.
_ O essencial é invisível aos olhos – repetiu o princepizinho, para não se esquecer.
_ Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.”

sábado, dezembro 10

Todo dia morre um amor.

Todo dia morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas como você mesmo dizia, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morrem depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição. Todo dia morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todo dia morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria que na prática, relutemos em admitir que nada seja mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
      
Todos os dias um amor é assassinado, com a adaga do tédio, a circunstância da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição… A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio insuportável depois de uma discussão: todo crime deixa evidências. Existem, por fim, os amores fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos dias, meses e anos, da mesa-redonda no final de domingo, das cuecas penduradas no chuveiro, das toalhas molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e intensos. Mas estes são raríssimos e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido a não ser como lendas.

                                                                                                   Autoria de Daniel Bezerra Gomes
Enquanto muitas pessoas vivem perdidas, nós encontramos a luz para o nosso caminho. Enquanto alguns no vazio de suas vidas imaginam ser felizes, nós sabemos o que é felicidade verdadeira. Enquanto alguns, solitários, não se sentem amados, nós temos a chance de sentir esse amor sem limites, sem cobranças, sem fim! Somos abençoados, mais que escolhidos: somos filhos!






sexta-feira, dezembro 9

(...) assim como um garoto se deita na grama e apenas sente a luz do sol aquecê-lo sem pressa alguma...
e quando a luz vai embora ele percebe como foi feliz naquele simplório momento...
ele ficará lá enquanto houver sol, enquanto a luz quiser deleitar sua exuberância sobre aquele corpo tão inferior...

 

segunda-feira, junho 20


Será que um amor tão grande poderá um dia acabar?
Será que experiências tão intimas e profundas podem ser esquecidas?
Por que é tão difícil voltar ao primeiro amor? Por que os prazeres do mundo tornam-se maiores que o amor do Pai?
Por que as pessoas caem tão fácil e deixam Deus tão rápido? Será que o amor não é suficiente?
Não! O teu amor nunca pode acabar e ele é suficiente, pois ele me completa. E jamais será esquecido!
Posso encontrar outros amores, viver outras experiências, entregar-me a outros prazeres, mas o teu amor em mim não será esquecido, amor que mudou a minha história, amor que não terá fim.
Não deixe que eu me afaste desse amor! Não sei prosseguir sem ele!

quarta-feira, maio 25


Verdade mesmo é que toda garota precisa de ombros largos que pareçam paredes, que impedem que todo e qualquer sofrimento chegue até a elas. Precisam de braços longos que as acolham por inteiro, que as abracem forte e as protegem de tudo. Precisam de olhos atentos que as observem em silêncio, que as acompanhem quando passar. Precisam de lábios que saibam mais que beijar, mas que saibam o que dizer, e sorrir, sempre. Precisam de garotos que saibam ser homens quando devem ser.

Jéssica Figueredo. 

segunda-feira, maio 16

e dá pra esquecer?


Não foi fácil deixar pra trás  anos de amizade. Largar um passado e  um presente, pra tentar outro futuro. Não foi fácil renunciar a convivência com cada uma de vocês. Hoje ainda não é. Surgiram novas amizades, mas o espaço de vocês não foi substituído, ele continua aqui. É como se a cada nova pessoa que entrasse, o meu coração falasse “esse espaço essa pessoa não ocupa, ele é das breteiras!” As inseparáveis, aquelas que eu ainda amo. E amo muito. Aquelas que sempre tiveram inúmeras diferenças, mas a amizade sempre falou mais falto. Cada uma com seu jeito especial: A nega sempre tinha as idéias mais loucas; a Pri era a que me levava para o mau caminho; a Paula era a emo que vivia apaixonada; a Baby, nossa caçula, era influenciada pelas nossas loucuras e a Nairsan sempre foi a mais controlada e responsável. São as parceiras de crime, com muitas historias pra contar. Sem segredos, sem mentiras.
Já se passaram alguns anos. Mas essas amizades ainda são bem vivas em mim. Hoje sei o quanto foram e são verdadeiras, pois com tantos empecilhos ainda permanecem. Sinto muito a falta de cada uma de vocês. Às vezes dói pensar em tudo o que perco por não estar ai: os aniversários, um emprego novo, a aprovação no vestibular...
Mas ainda continuo aqui... com esse amor dentro de mim, com essa saudade que ainda machuca, sem perder a esperança do reencontro!